Dúvidas mais frequentes

  1. Em que idade deve ser feto o primeiro exame de vista?

  2. O que é exame de fundo de olho e em quais circunstâncias ele deve ser feito?

  3. Quais os cuidados que um diabético deve ter com a visão?

  4. O que é catarata e em qual idade ela aparece nas pessoas?

  5. A operação da catarata é uma operação fácil?

  6. O que é conjuntivite, é uma doença transmissível? Quais os cuidados devemos ter?

  7. Qual a importância dos educadores na defesa da visão dos jovens?

  8. Existem muitos colírios no mercado farmacêutico, qual é o ideal para a pessoa que está com conjuntivite?

  9. O que é estrabismo, e a partir de quando deve ser avaliado?

  10. Que é miopia, quais os cuidados que se deve ter?

  11. O oftalmologista pode receitar lentes coloridas se a pessoa desejar?

  12. É verdade que se atrasando o uso dos óculos, não se precisaria deles?

  13. Operei catarata nas duas vistas e agora as cores parecem mais vivas: o azul é mais azul, as cores são mais bonitas. Isso é comum nas pessoas que fazem este tipo de cirurgia?

  14. Na doação dos olhos, por exemplo, se aquele que doou usava um óculos leve, de 2 graus, ao ser transplantado, o olho traz para o receptor essa diferença?

  15. O que é degeneração muscular senil? Qual o tratamento?

  16. A pessoa que sofre de catarata tem algum tratamento, ou tem que colocar um novo cristalino?

  17. O que é visão subnormal?

  18. As pessoas que passam horas na frente de um vídeo de televisão, ou mesmo no computador, ou que ficam muito tempo expostas ao sol, podem enfrentar algum problema?

  19. Com que frequência devemos ir ao oftalmologista?

  20. Mensagem final


  1. Os bebês prematuros devem ser sempre examinados pelo risco de apresentarem Retinopatia da Prematuridade ou uma infecção congênita.
    Quando a criança apresenta estrabismo, a pupila branca, ou alterações no formato ou coloração dos olhos, também devem se examinados para avaliação.
    Se não apresentarem nenhuma dessas condições, a indicação é de que sejam examinadas na fase pré-escolar, entre 4 e 5 anos.

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  2. É o exame em que se visualiza a retina, os vasos sanguíneos e o nervo óptico, através da pupila. É importante nos pacientes que apresentem doenças sistêmicas (hipertensão Arterial, Diabetes, Doenças Reumáticas), que usem algumas medicações (cloroquina, etc.), e para pesquisa de possíveis causas de baixa visual.
    Por ser um exame muito importante deve ser feito em toda a consulta oftalmológica.

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  3. O diabetes é a maior causa de cegueira no mundo, em pessoas adultas, que não tinham problemas visuais.
    Todo o paciente portador de diabetes deve ter acompanhamento oftalmológico. Dependendo do estágio da doença, deverá ser feto um tratamento com laser. Se a doença evoluir pode acarretar turvação total da visão por hemorragia que poderá ser reversível ou não. Numa fase mais tardia poderá levar ao deslocamento total da retina, cujo prognóstico, mesmo após cirurgia, é ruim.

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  4. A catarata é o escurecimento de uma lente que possuímos dentro do olho que como tal deve ser transparente para permitir a passagem das imagens. Ao longo da vida é natural que esta lente vá perdendo a transparência e por isso é comum que tenha indicação cirúrgica em idade mais avançada.
    Algumas pessoas, no entanto,  podem apresentar a catarata mais jovens e dependendo do caso, mesmo a criança já pode nascer com o problema. Nesses casos pode ser indicada a realização de uma cirurgia que deve ser avaliada criteriosamente por um oftalmologista.

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  5. Há alguns anos, a cirurgia de catarata exigia que o paciente ficasse em repouso absoluto e permanecesse por 5 dias com os dois olhos cobertos por curativos.
    Hoje em dia, a cirurgia exige mais treinamento do cirurgião e equipamentos especializados, o que permite que na maioria das vezes o paciente possa r para casa algumas horas após a cirurgia.
    Apesar de ainda não ser um procedimento banal, como tentam sugerir algumas propagandas, sem dúvida ficou muito mais confortável para o paciente.

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  6. A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana que forra a parte branca do olho e a parte interna das pálpebras.
    Temos vários tipos de conjuntivite: alérgicas ou associadas a viroses, sendo mais conhecida a causada pelo adenovirus. Esta geralmente se manifesta no verão apresentando um quadro de inchaço intenso das pálpebras, vermelhidão, secreção purulenta e por vezes ranquinolenta.
    Em todos os casos sugere-se a limpeza dos olhos com soro fisiológico ou água mineral sem gás, ou ainda com água filtrada e fervida, ou água boricada numa concentração máxima de 4%. Não se deve usar nenhum colírio sem a orientação de um médico especializado por mas que sejam parecidos os sintomas.

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  7. Uma criança que tem um problema visual não detectado, pode ter não só um mau rendimento na escola, como também pode ter dificuldades na sua integração social. Muitas vezes se tem uma criança tida como hiperativa ou então como preguiçosa, e até discriminada dentro de casa, quando em vários casos isso pode esconder um problema visual. Por exemplo, se a criança tiver astigmatismo, pode ver bem de longe e de perto, mas o esforço para manter a visão focada pode dar dor de cabeça, enxaqueca, náuseas e sonolência, e na maioria das vezes esta criança acaba sendo excluída, quando na verdade ela tem uma doença que precisa ser tratada. Por isso, deveria partir da escola a iniciativa de examinar as crianças, o que ajudaria a prevenir e orientar nestes casos.

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  8. Nem sempre o que parece ser uma conjuntivite, o é. Uma crise de glaucoma, um corpo estranho, uma lesão na córnea, etc., também causam vermelhidão dos olhos e muito desconforto.
    Por isso, a única medida recomendável,  antes da avaliação do oftalmologista, é a limpeza dos olhos com soro fisiológico ou água mineral sem gás, ou ainda com água filtrada e fervida, ou água boricada numa concentração máxima de 4%.
    As roupas que entram em contato com os olhos (fronhas, toalhas, lenço) devem ser retiradas e fervidas. Recomenda-se também muita higiene das mãos.

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  9. Estrabismo é um não alinhamento dos olhos, a que chamamos de vesgo. Se imaginarmos que cada olho tem um ponto central que recebe a imagem, e essa imagem tem que chagar nesse ponto central para chegar ao cérebro, então uma pessoa estrábica vai ter confusão de imagens.
    O estrabismo deve ser corrigido tão logo apareça. Em crianças pequenas, um desvio dos olhos pode ser falso em função de uma pele que persiste no canto interno - nasal - dos olhos. Na dúvida deve-se consultar um oftalmologista. Há ainda um conceito, divulgado por alguns pediatras, de que antes dos 6 meses não se deve providenciar tratamento, o que não é verdade pois é mais um tempo que se está perdendo.
    Muitas vezes o estrabismo pode ser sinal de uma lesão lesão dos olhos, ou seja, a criança não tem os olhos alinhados porque um dos olhos não está enxergando bem, e isso pode ser causado por um tumor ou uma lesão. Assim, quanto mais cedo se corrigir o problema, melhor.
    Nós não nascemos sabendo ver, nós aprendemos a ver. Então, se pegarmos uma criança com olhos sadios e taparmos um deles, a visão não será desenvolvida neste olho. A mesma coisa pode acontecer com o estrabismo pelo desvio, levando um dos olhos a não se desenvolver por causa da dominância do outro, e se isso não for corrigido a tempo, não haverá recurso técnico ou científico que possa recuperar a visão deste olho. Por isso, tão logo apareça, ou se tenha dúvida sobre a visão deve-se procurar um oftalmologista.

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  10. Miopia é um vício de refração que leva a pessoa a precisar de um grau negativo para compensar a deficiência visual. É comum a criança míope sentar na frente na sala de aula, e geralmente são bons alunos porque a visão de perto lhes é muito prazerosa. São crianças que se dedicam mas à leitura, mas muitas vezes deixam de se envolver em algumas atividades que exigem visão para longe.
    A miopia pode crescer um pouco na adolescência e se estabilizar entre os 19 e 21 anos.
    O olho do míope  mais alongado, então é como se sua retina fosse mais afinada e mais propensa a  degenerações da periferia.
    Todo adulto míope deve fazer um exame de mapeamento  de retina, que visa identificar alguma lesão degenerativa da periferia da retina e assim evitar um possível deslocamento, que levaria à necessidade de uma operação. Se for detectada uma lesão deste tipo pode ser feito um tratamento a laser, no próprio consultório, que cauterize ao redor da lesão impedindo assim o deslocamento.

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  11. A primeira coisa é saber se o olho da pessoa pode usar uma lente, o que dependerá de exames feitos pelo oftalmologista. Se puder, deverá ser feito ainda um acompanhamento periódico.

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  12. Não é bem assim. Geralmente, isto está associado à vista cansada, que é um fenômeno normal. Todos nós, após os 40 anos, ficamos com a visão dissociada, de longe e de perto, não conseguindo fazer a fixação das imagens em diferentes distâncias e necessitando afastarmos cada vez mais os objetos para ler. Isso é especialmente notável nas pessoas que não usavam óculos. Mas o fato de começar mas cedo a usar óculos, ou não, não irá interferir na evolução deste quadro, da mesma forma que não interfere se a pessoa estudava muito ou costurava, por exemplo.
    O que acontece é que ao redor dos 40 anos fatores psicológicos e fisiológicos começam a impor algumas limitações e ficar adiando o uso dos óculos não traz nenhuma vantagem. Pelo contrário, trará mais desconforto na leitura e em outras atividades. A evolução dos problemas de visão dependerá das características genéticas de cada um.

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  13. Se a pessoa que opera catarata, não tem nenhum outro acometimento dos olhos, é comum a recuperação total da visão.
    Na evolução da catarata, a lente vai perdendo a transparência de uma maneira gradativa e é comum que a pessoa não se dê conta disto. A noção das cores, principalmente as de comprimento de onda inferior ao amarelo, vai ficando prejudicada e por isso é comum, após a cirurgia, que a pessoa afirme estar vendo as cores mais azuladas e mais vivas.

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  14. O que determina o grau do olho é basicamente a córnea, o cristalino e o comprimento axial do olho. Os transplantes de hoje são da córnea e da esclera de forma que não será transplantado o grau do olho como um todo. O que determinará o novo grau será o contexto da nova córnea, do cristalino e do comprimento axial do olho. Portanto, a córnea sozinha não vai determinar o grau.

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  15. É uma patologia que está ganhando uma importância muito grande devido ao aumento da expectativa de vida da população e da exigência visual destas pessoas, que são economicamente ativas e necessitam de maior autonomia. Atualmente a degeneração muscular senil é a maior causa de deficiência visual em pessoas acima dos 55 anos, no mundo.
    Esta condição clínica acomete a parte central da retina e com isso dificulta a visão de detalhes (leitura, definição do rosto, etc.), e incapacitando para certas atividades, sem que chegue a levar à cegueira.
    Atualmente temos uma série de tipos de tratamento, mas o que oferece melhores perspectives é a terapia fotodinâmica, que foi liberada em abril de 2000 pelo FDA, nos Estados Unidos.
    Independente do tratamento, ou no final dele, há uma série de recursos óticos e não óticos, para os casos de visão subnormal, que podem melhorar a visão funcional, desenvolvendo o potencial de visão da retina saudável, que não foi trabalhado ao longo da vida. Estes recursos vão desde óculos com lentes específicas, à telescópios e recursos eletrônicos que podem permitir a leitura, o uso de computadores, etc.

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  16. Existe no mercado uma série de medicamentos, homeopáticos e halopáticos que se dizem destinados ao tratamento da catarata, mas nenhum dele apresenta resultado. Uma vez que a catarata tenha acometido a visão funcional do indivíduo a indicação deve ser sempre cirúrgica, pois não há outra forma de atrasar a evolução do quadro.
    As pessoas diabéticas podem apresentar catarata precocemente, por isso, o controle da diabetes irá, não só poupar seus olhos, como evitará outras seqüelas da doença.
    Também é sabido que medicamentos com cortisona podem ocasionar o surgimento precoce da catarata. Por isso, ao se utilizar uma medicação deve-se respeitar atentamente a frequência e a duração prescritas.

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  17. É a condição em que não se consegue dar uma visão funcional a alguém, utilizando os recursos óticos convencionais, tais como óculos e lentes. Nesta condição deve-se recorrer a adaptações da atividade diária, a orientação dos familiares e a outros recursos óticos ou eletrônicos que melhorem a performance visual.
    É como, por exemplo, dar condições a uma criança com déficit visual a freqüentar uma escola regular, através de orientações especiais para os professores. Ou orientar uma família para que um portador de visão subnormal possa ganhar autonomia nas atividades domésticas.
    Isso pode evitar que uma criança seja excluída da integração social e escolar, que um adulto paralise suas atividades de trabalho ou lazer, ou que uma pessoa de idade mais avançada pare de ler.
    A avaliação da visão subnormal é multidisciplinar e a parte visual deve ser feita por um oftalmologista.

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  18. No verão, as temperaturas mais altas favorecem a conjuntivite viral, que é de fácil propagação. O cloro das piscinas e a água contaminada também podem ocasionar irritação dos olhos. Em tal situação, o ideal é se acostumar a lavar os olhos com soro fisiológico, água mineral, ou água filtrada e fervida.
    A diminuição da camada de ozônio, por sua vez, traz uma exposição maior à radiação ultravioleta. Sabe-se que isto favorece o desenvolvimento precoce da catarata e provavelmente de outras lesões da retina. Para minimizar o problema deve-se utilizar óculos de sol cujas lentes tenham filtro de proteção ultravioleta.
    Com os cuidados necessários, não há porque ter medo do verão.
    Não há nenhum estudo que prove que a emissão de raios catódicos da tela do computador ou da televisão faça mal aos olhos. Há um tempo, havia óculos de proteção para o vídeo, cores amareladas para as telas e óculos com cores específicas, mas não há nada que comprove que isso possa interferir.

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  19. A partir da fase pré-escolar deve-se ir uma vez a cada ano e meio. No entanto, as pessoas com histórico familiar de glaucoma, os portadores de diabetes, pessoas que fazem uso constante de cortisona ou outros medicamentos, devem ser aconselhados a fazerem uma avaliação periódica em espaços menores de tempo. Pessoas com miopia acima de 3 graus, por sua vez, deve visitar o oftalmologista a cada seis meses para fazer exame de retina.

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  20. Cuide bem dos seus olhos, não vá usá-los de maneira errada e nem se exponha a situações que possam prejudicá-los, tais como exames em óticas, compras de óculos sem recomendação, etc.
    Os familiares e professores devem estar atentos para atitudes ou sinais de deficiência visual nas crianças e caso ocorram devem encaminhá-las para uma avaliação oftalmológica.

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